Histórico do município

Localizada no Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, em área rica de recursos minerais, como por exemplo, mármore, calcita, dolomita e quartzo, Italva foi emancipada em 12/06/86, através da Lei 999, assinada pelo então Governador do Estado, Engº. Leonel de Moura Brizola.

Com aproximadamente 13.000 habitantes, espalhados de forma proporcional numa área de 296 Km² de extensão, este Município, possui clima tropical quente – úmido, com total pluviométrico de 1.087 mm anuais, com uma temperatura média de 23º e altitude de 42m. Limita-se com os Municípios: Campos dos Goytacazes (de onde se desmembrou), Cambuci, Cardoso Moreira, São Fidélis, Itaperuna e Bom Jesus do Itabapoana.

Cortada pelo Rio Muriaé e pela Rodovia Br. 356 que liga a Br. 101 a Br. 116, está distante 60 Km do Município de Campos dos Goytacazes, 100 Km do Município de Muriaé - MG, 245 Km de Vitória e 395 Km da Cidade do Rio de Janeiro.

As primeiras referências de povoação nesta região datam de 1870, quando aventureiros e exploradores por aqui passaram encontraram, como até hoje ocorre, terra fértil e ainda rica em minerais.

Seu primeiro nome foi Santo Antônio das Cachoeiras, oficializado por Lei Provincial de 06/11/1873. Por Deliberação de 10/08/1891, foi classificado como Distrito de Campos. Mais tarde, teve o nome de Cachoeiras, e já em 06/01/1917, passou a chamar-se Cachoeiras do Muriaé, em homenagem às águas caudalosas do Rio Muriaé, abençoado o privilégio com que Deus nos brindou.

Segundo alguns, em 1930, para homenagear uma tradicional família do lugar, de sobrenome Monção, foi este nome instituído pela Lei Estadual de 29/12/1930. Outros já diziam que Monção referia-se à brisa leve, característica daquele pequeno povoado. Seu nome atual, veio de uma sugestão de um humilde morador, Sr. Jacy Pereira de Oliveira que uniu as palavras Tupis Guaranis Ita = pedra eAlva = branca, Italva, de forma que perpetua-se a homenagem ao valoroso mineral, o mámore, que desde então, já aflorava, mediante a exploração já desencadeada nestas terras. Italva, apesar de tanta riqueza, não tinha sequer uma ponte, e as travessias sobre o rio Muriaé, eram feitas de canoas de aluguel, inclusive os minerais pesados eram transportados por uma grande barca atada a um cabo de aço preso nas duas margens do rio. Somente no final dos anos 40, construiu-se a tão sonhada ponte que tem o nome do seu idealizador Governador Edmundo de Macedo Soares.

Por ser Município descendente de grande miscigenação de raças, com por exemplo, sírios, libaneses, franceses, espanhóis e portugueses, que nele se instalaram, Italva não se limita a um só costume, a população atual não tem traços característicos, apesar de uma leve predominância do branco e do mulato.

O Município de conta com várias Igrejas Católicas e Evangélicas, que se expandem pela Sede e pela zona rural, dirigindo assim, a vida espiritual dos italvenses.

Sua economia é baseada, predominantemente na cal, no mármore e no calcário, produtos que fixaram no Município várias indústrias, como a extinta Cia. de Cimento Portland Paraíso, sendo proprietária de várias áreas de terras nas localidades de Cimento Paraíso, Cantagalo, Sambra e outras regiões ricas em minerais e grande plantio de eucaliptos. Encontram-se instaladas em nosso Município a internacionalmente conhecida IMIL – Indústria de Mármores Italva Ltda., a Indústria e Comércio de Cal e Calcário Maravilha, a CALPAR – Calcário Paraíso e a Alternativa Granitos, entre outras.

O Município por ter terras férteis, é um grande produtor de leite e médio produtor de tomate, pimentão e frutas. Recentemente instalou-se em nossa cidade a Indústria Láctea BELLA VITA.

O Município, tendo como proprietário o Estado, possui o Centro de Treinamento da EMATER - RIO, o único no Estado, contribuindo para o seu progresso na área da agricultura, promovendo cursos, palestras, seminários, etc, o Centro de Capacitação Agroindustrial, a Usina de Produção de Calcário e ainda a Fazenda Experimental de Italva.

O Município possui Lei própria que trata da isenção de impostos para empresas que aqui se instalarem e ainda o INCENTIVO FISCAL dado pelo Estado a quem também se instalar em nossa região, principalmente as indústrias que beneficiam os minerais e as frutas.

Seu comércio é promissor, e umas das grandes vantagens para o seu desenvolvimento, é a Rodovia BR. 356, que corta o centro da Cidade, por onde passam milhares de veículos diariamente, com seus ocupantes, na maioria das vezes, parando para compras ou lanches, onde descobrem o delicioso quibe, tradição do lugar.

A história do Município é marcada por uma ousadia política emocionante. A fibra do povo italvense foi decisiva para a emancipação político-administrativa. Seu primeiro prefeito foi o Sr. Elcio Gomes da Silva em um mandato tampão nos anos 1987 e 1988. O segundo prefeito foi o Sr. Eliel Almeida Ribeiro, de 1989 a 1992. O terceiro, Sr. Glycério Álvaro da Rocha, de 1993 a 1996. O quarto, novamente o Sr. Eliel Almeida Ribeiro, de 1997 a 2000 e finalmente o Sr. Darli Ancelme que assumiu em 2001, chegando, em 2003 a ser homenageado com um dos melhores Prefeito do Brasil. A característica maior de Italva, que tem conquistado os corações de quem por ela passa, é a hospitalidade de seu povo.

Italva aguarda a sua visita para comprovar essa carinhosa receptividade.

Datas comemorativas:

  • Dia 12/06 - Festa de Emancipação
  • 2º Sábado do mês - Noite da Cultura
  • 2º Domingo de setembro - Festival do Quibe
  • 08/12 - Dia da Padroeira Nossa Senhora da Conceição

​"Bem-vindo a Italva – A Capital do mármore, cal, calcário e quibe"